terça-feira, 22 de novembro de 2016
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Lendo, escrevendo , sendo premiado pela leitura honesta e prazerosa na 8101-2016, Luther KIng

Sim, a gente lê,gosta e cobra leitura de todos para que tenhamos mérito juntos. Não vale enrolar e mentir nessa hora!
tertúlia dialógica com 8101, Luther King
Sei que não é clássico, sei que deveria ser com clássico.
Mas ,com Acelera1 da Luther King, todo momento deve e precisa ser aproveitado.E eu fiz isso!
Contei essa história por ser tema ,nessa turma ,IDENTIDADE E qual não foi minha surpresa! Estávamos numa tertúlia .
Thyago chorava copiosamente e eu não entendia , não havia motivos no texto.
O bisavô morrera no dia que ele nascera e ele meio que se culpava por isso e doía não poder dar opiniões... mas senti-me feliz por esse momento, não tenho fotos por falta de ação com o ocorrido,infelizmente.
Mas ,com Acelera1 da Luther King, todo momento deve e precisa ser aproveitado.E eu fiz isso!
Contei essa história por ser tema ,nessa turma ,IDENTIDADE E qual não foi minha surpresa! Estávamos numa tertúlia .
Thyago chorava copiosamente e eu não entendia , não havia motivos no texto.
O bisavô morrera no dia que ele nascera e ele meio que se culpava por isso e doía não poder dar opiniões... mas senti-me feliz por esse momento, não tenho fotos por falta de ação com o ocorrido,infelizmente.

sexta-feira, 8 de abril de 2016
Entrevista com Ana Maria Kaufman sobre alfabetização-http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/aluno-precisa-refletir-431189.shtml
Entrevista com Ana Maria Kaufman sobre alfabetização
A pesquisadora argentina afirma que as intervenções do professor são essenciais no processo de construção da escrita pela criança
Tadeu Breda (novaescola@fvc.org.br)
ANA MARIA KAUFMAN
Por que é importante promover o contato da criança com a leitura antes mesmo de ela saber ler como os adultos?
ANA MARIA KAUFMAN Bom, como lê uma criança que ainda não sabe ler? Nesse caso, é fundamental que o professor proporcione situações em que os textos estejam contextualizados, ou seja, que não apresente palavras e frases soltas, sem informação adicional, pautando-se apenas por ensinar as letras e o som das letras. Porque dessa maneira o aluno vai aprender a relacionar as letras, mas não desenvolverá estratégias de leitura.
Que informações o professor pode passar para estimular a turma?
ANA MARIA O desenvolvimento dessas estratégias pode ser estimulado em duas situações. Na primeira delas, o texto vem acompanhado de imagens, por meio das quais a criança pode antecipar o que está escrito em função das figuras que acompanham o texto. Isso é possível em contos ilustrados e histórias em quadrinhos, ou seja, é uma ajuda para a leitura da criança. Essa ajuda também pode ser dada por objetos, por exemplo, quando uma criança olha para uma caixinha de leite e consegue não necessariamente ler toda a informação que está ali, mas, por conhecer alguma letra, descobrir onde está escrito "leite". É um processo, porque no começo as crianças antecipam tudo em função da imagem e depois tentam relacionar a imagem com a escrita: "Não, isso que penso não pode ser, pois o que está escrito aqui é muito grande e o que estou querendo dizer é apenas um nome". Os alunos começam a levar em consideração características quantitativas e qualitativas da escrita para saber se o que estão pensando pode ou não pode ser, até que finalmente acabam aprendendo a ler. A outra estratégia é dar às crianças textos sem imagens, mas informando sobre o conteúdo.
Ele pode utilizar textos previamente conhecidos pelos estudantes?
ANA MARIA Sim. O professor oferece a estrofe de uma canção que o aluno já conhece ou lhe explica o que está escrito ali. Só então pede que identifique palavras: o que diz na primeira linha? E essa palavra, qual é? Onde está escrito isso? São dois caminhos básicos para proporcionar à criança situações de leitura antes que ela leia convencionalmente e fazer com que se aproxime da leitura convencional lançando mão de boas estratégias de leitura.
O que a senhora quer dizer com "estratégias de leitura"?
ANA MARIA Quando lemos, não vemos todas as letras, mas antecipamos em função de algumas letras conhecidas, decidimos e vamos vendo o que é mais e menos importante, prestamos mais atenção quando damos mais importância, relacionamos os dados... É uma estratégia de leitura, por exemplo, descobrir as relações entre diferentes elementos do texto. Se aqui diz "ali", a que esse termo pode se referir? Em algum outro lugar do texto, há uma parte à qual "ali"está fazendo referência. São estratégias que o leitor utiliza. Elas incluem não só o descobrimento dessas correferências, que ligam elementos uns com os outros dentro do próprio texto, mas também das inferências ao não-escrito. A criança pode ir despertando desde cedo para tais estratégias, de acordo com essas propostas.
O que provoca o conflito entre a palavra escrita e as hipóteses do aluno? ANA MARIA Há situações de contato com os textos que seguramente vão estimular essa confrontação. São quatro estratégias que podem levar as crianças a avançar: escutar a leitura feita pelo professor, ditar para um mestre escriba, e ler e escrever por elas mesmas.
Como se constrói a relação entre o conteúdo que os alunos já sabem de cor e o mesmo conteúdo que o professor escreve no quadro-negro ou pendura na parede, como nas atividades com cantigas e parlendas? ANA MARIA Isso ocorre quando a criança começa a descartar determinadas antecipações: "Não, com essa letra não, porque com essa letra começa a outra palavra que já conheço". Ou seja, há um mal-entendido quando pensam que somos contra o ensino das letras. O que não podemos fazer é ensiná-las numa determinada ordem ou descontextualizadas, mas de outra maneira. Por exemplo, os estudantes trabalham com o nome dos colegas de sala e vão percebendo quais letras estão em cada um deles. Assim, passam a saber que a letra "p" serve para escrever o nome "Paulo".
A lista de presença, assim, se transforma em instrumento de alfabetização. Que outros recursos podem ser utilizados pelo professor?
ANA MARIA Propomos que nas salas de Educação Infantil haja dois materiais básicos: o abecedário, mas sem imagens, para que a criança possa visualizar quantas letras há em nosso alfabeto, em que ordem elas aparecem e que essas são todas as letras que existem e sempre estarão nessa ordem quando busco informação numa enciclopédia, agenda ou lista telefônica. No abecedário ilustrado, essa capacidade se perde porque as figuras no meio das letras atrapalham a percepção dos alunos. Além disso, é importante ainda a existência de bancos de dados, com figuras e seus nomes - um cachorro com "cachorro" escrito embaixo -, que esteja à disposição das crianças o tempo todo, para quando ela sinta a necessidade de buscar essa informação.
Como a criança indentifica as partes de uma estrofe ou de uma canção? ANA MARIA Bom, é provável que o professor diga ao aluno: "Você não acha que, quando te dizem 'Alma', você tem de buscar uma palavra com 'a'? Se há mais de uma palavra com 'a', no que você tem que prestar atenção para saber quando diz 'Alma' e quando diz 'Ana'?" Esse trabalho tem de ser feito permanentemente com os estudantes.
Então a intervenção do professor é importantíssima no processo, não? ANA MARIA Sim. É importante que o professor, seja como for, ensine. Porque erros muito sérios foram cometidos pensando assim: ah, se isso é uma construção, a psicogênese, há que se ver como a criança avança, temos de deixá-la... Não, o professor sempre deve ensinar, ler e escrever com as crianças e propor situações de leitura e escrita e fornecer informação. Sempre. Senão alguns alunos poderão aprender, e outros, não.
Telma Weisz fala da alfabetização nas escolas públicas nas últimas décadas-continuação
Telma Weisz fala da alfabetização nas escolas públicas nas últimas décadas
Uma das maiores especialistas em alfabetização no Brasil trata das práticas escolares frágeis que não ensinam a ler e escrever, das mudanças no ensino nas últimas décadas e da qualidade da formação docente
Beatriz Santomauro (novaescola@fvc.org.br)
A responsabilidade de alfabetizar é apenas do professor dos anos iniciais ou de todos eles?
TELMA De todos eles. Sempre haverá novos gêneros e desafios de leitura à medida que se avança na escolaridade. Isso faz da alfabetização quase uma situação permanente. Apesar disso, no sentido de aquisição do sistema de escrita, ela é uma missão do professor dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Mas, se um aluno mais velho não dominar o conteúdo, a escola deve se responsabilizar pelo ensino dele. O trabalho tem de ser feito no contraturno ou durante as aulas regulares e por gente qualificada.
Por que no Brasil existe a separação entre letramento e alfabetização?
TELMA Não gosto do termo letramento, embora tenha ajudado a colocá-lo em circulação no passado. Ele foi apropriado de forma inadequada. O que se falava, na verdade, era de alfabetização em contexto de letramento. Mas muitas pessoas separaram os dois termos para chamar técnicas de codificação de alfabetização e a compreensão dos usos sociais da escrita de letramento. Encarar a aprendizagem do sistema de escrita como uma etapa técnica e independente do ingresso à cultura letrada é um equívoco. Uma deve andar sempre ao lado da outra.
Quais os maiores equívocos cometidos pelos alfabetizadores hoje?
TELMA Alguns têm uma visão estreita do processo, não sabem como incluir a análise dos textos nas atividades e acabam focados no trabalho para a aquisição do sistema (leia a reportagem). Outros não consideram o processo de aquisição do sistema na conquista da linguagem escrita. Essa integração não é visível a eles, que estão se apropriando do tema agora. Mas isso não é um problema. É parte do processo de aprendizagem pelo qual os educadores estão passando. É preciso um trabalho contínuo para que se aperfeiçoem.
As sondagens diagnósticas têm se popularizado, mas ainda dentro de diferentes perspectivas de alfabetização. Isso é um problema?
TELMA Não. Essa simultaneidade faz parte de qualquer processo de transição. Ninguém passa do estado de ignorância absoluta para o de sapiência total. Assumir que um professor está pronto para lecionar perfeitamente depois de formado é errado. Uma situação desse tipo só funcionaria com robôs, e não com seres humanos. Na teoria construtivista, as pessoas sempre se movem em direção ao conhecimento e ele não é um produto, e sim um processo. Fazer sondagens em sala de aula representa um avanço, mas elas são apenas um meio para avaliar até onde o aluno foi, se ele aprendeu ou não determinado conteúdo (leia a reportagem). De nada adianta se o educador faz um diagnóstico inadequado ou não usa os resultados dele.
Hoje, se voltasse a lecionar como alfabetizadora, o que faria diferente?
TELMA Tudo. Exceto ler histórias para a turma, o que fazia consciente de que ajudava de alguma forma. Na época, 50 anos atrás, eu não sabia nada sobre alfabetização. Nada mesmo, embora não concordasse com as ideias de alfabetizar com cartilhas, por exemplo. Para mim, isso sempre foi estranho e eu já considerava como as crianças pensam. Não me ocorria, no entanto, pedir que os alunos lessem a fim de avaliar o que eles sabiam. Quando olho para trás e me lembro do que aconteceu, sinto vergonha. Hoje, essa seria a primeira coisa que faria. Não parece óbvio? Para todos os efeitos, achava que nenhum dos estudantes sabia ler. E eu também não sabia ensinar... Talvez aquelas crianças tenham aprendido alguma coisa, mas se aprenderam foi graças a elas mesmas. É por isso que não ponho o dedo na cara dos educadores, não fico criticando só por criticar: eu já estive no lugar deles.
TELMA De todos eles. Sempre haverá novos gêneros e desafios de leitura à medida que se avança na escolaridade. Isso faz da alfabetização quase uma situação permanente. Apesar disso, no sentido de aquisição do sistema de escrita, ela é uma missão do professor dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Mas, se um aluno mais velho não dominar o conteúdo, a escola deve se responsabilizar pelo ensino dele. O trabalho tem de ser feito no contraturno ou durante as aulas regulares e por gente qualificada.
Por que no Brasil existe a separação entre letramento e alfabetização?
TELMA Não gosto do termo letramento, embora tenha ajudado a colocá-lo em circulação no passado. Ele foi apropriado de forma inadequada. O que se falava, na verdade, era de alfabetização em contexto de letramento. Mas muitas pessoas separaram os dois termos para chamar técnicas de codificação de alfabetização e a compreensão dos usos sociais da escrita de letramento. Encarar a aprendizagem do sistema de escrita como uma etapa técnica e independente do ingresso à cultura letrada é um equívoco. Uma deve andar sempre ao lado da outra.
Quais os maiores equívocos cometidos pelos alfabetizadores hoje?
TELMA Alguns têm uma visão estreita do processo, não sabem como incluir a análise dos textos nas atividades e acabam focados no trabalho para a aquisição do sistema (leia a reportagem). Outros não consideram o processo de aquisição do sistema na conquista da linguagem escrita. Essa integração não é visível a eles, que estão se apropriando do tema agora. Mas isso não é um problema. É parte do processo de aprendizagem pelo qual os educadores estão passando. É preciso um trabalho contínuo para que se aperfeiçoem.
As sondagens diagnósticas têm se popularizado, mas ainda dentro de diferentes perspectivas de alfabetização. Isso é um problema?
TELMA Não. Essa simultaneidade faz parte de qualquer processo de transição. Ninguém passa do estado de ignorância absoluta para o de sapiência total. Assumir que um professor está pronto para lecionar perfeitamente depois de formado é errado. Uma situação desse tipo só funcionaria com robôs, e não com seres humanos. Na teoria construtivista, as pessoas sempre se movem em direção ao conhecimento e ele não é um produto, e sim um processo. Fazer sondagens em sala de aula representa um avanço, mas elas são apenas um meio para avaliar até onde o aluno foi, se ele aprendeu ou não determinado conteúdo (leia a reportagem). De nada adianta se o educador faz um diagnóstico inadequado ou não usa os resultados dele.
Hoje, se voltasse a lecionar como alfabetizadora, o que faria diferente?
TELMA Tudo. Exceto ler histórias para a turma, o que fazia consciente de que ajudava de alguma forma. Na época, 50 anos atrás, eu não sabia nada sobre alfabetização. Nada mesmo, embora não concordasse com as ideias de alfabetizar com cartilhas, por exemplo. Para mim, isso sempre foi estranho e eu já considerava como as crianças pensam. Não me ocorria, no entanto, pedir que os alunos lessem a fim de avaliar o que eles sabiam. Quando olho para trás e me lembro do que aconteceu, sinto vergonha. Hoje, essa seria a primeira coisa que faria. Não parece óbvio? Para todos os efeitos, achava que nenhum dos estudantes sabia ler. E eu também não sabia ensinar... Talvez aquelas crianças tenham aprendido alguma coisa, mas se aprenderam foi graças a elas mesmas. É por isso que não ponho o dedo na cara dos educadores, não fico criticando só por criticar: eu já estive no lugar deles.
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